3. Mas estamos falando de dízimos e ofertas. Qual é a diferença?
Há quem pense que seja a mesma coisa, porém não o são. O dízimo é um pagamento da nossa obrigação a Deus, que não nos cabe distribuir, ou dispensar, mas sim, trazer à casa de fé onde nos congregamos. As ofertas são aquelas contribuições que excedem ao dízimo. De fato, não se começa a ofertar sem que antes tenha sido pago o dízimo. Já ouvi dizer: Eu não pago o dízimo, mas dou ofertas. Entretanto, a oferta não substitui o dízimo, nem o dízimo pode ser configurado como oferta. As duas coisas são completamente diferentes.
4. Mas eu frequento pouco a minha igreja e estou gostando muito de uma que eu visito. O que eu faço?
Há pessoas que têm dificuldades em assumir compromissos com uma casa de fé. Não importa a causa, mas a indefinição é anormal e deve ser motivo de oração. O pagamento do dízimo não pode ser motivado por simpatia, por necessidade, ou por qualquer outra razão que não seja a de sustentar o ministério que apoia e alimenta o seu povo. Você precisa saber qual é a sua casa espiritual e quem é seu pastor. É a ele que este dízimo deve ser entregue. Se quiser ofertar para uma missão ou outra igreja, isto já é um assunto inteiramente diferente. Mas o dízimo é caso de membrezia.
5. Mas dizem que o dízimo pertence à Lei de Moisés. Então ele não se aplica aos nossos dias?
De fato, esta lei está nas ordenanças mosaicas. Mas o dizimo é um princípio que existe desde 0 início. Vemos sua aplicação em Caim e Abel, em Abraão (Gn 14:18 20) em Jacó (Gn 28:22).
No Novo Testamento, Jesus falou dos dízimos. Em Mt 23:23, ele mostra 0 rigor dos fariseus em relação a esta ordenança. Jesus não discute seu mérito, apenas mostra que o ato externo de dizimar não estava sendo acompanhado por piedade no íntimo. Em outra situação, o Mestre presenciou as ofertas no Templo (Lc 21:1-4), comentando que a de certa viúva pobre possuía maior valor do que a oferta dos fariseus, não por sua quantia, mas pelo que estava no seu coração (veja Mt 6:19-21). Dar ofertas foi um costume na igreja primitiva e contou com instruções do Apóstolo Paulo (ICo 16:1-3).
6. Dizem que eu posso ficar rico se eu ofertar a Deus. Isto é verdade?
A Bíblia diz que há muitos perigos para os que querem ficar ricos. Ter a riqueza como um alvo não faz parte da vida cristã normal. Prosperar, crescer e produzir podem até gerar riquezas. Mas tê-la como um objetivo a ser alcançado é outra coisa. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é fonte de todos os males (lTm 6:9-10), o que não significa dizer que somente o pobre pode ser um bom cristão. Mas, há uma grande diferença entre ser próspero (mesmo até ao ponto de ser considerado rico) e ser alguém dado ao amor do dinheiro.
7. Então qual deve ser a nossa atitude em relação ao dinheiro?
Em Mt 6, Jesus fala para não nos preocuparmos com este assunto. Devemos confiar em Deus, que cuidará de nós. Basta a cada dia o seu próprio mal. O que deve ser prioritário na vida do cristão é o reino de Deus e a sua justiça. Se nosso coração estiver voltado para o Senhor, até as nossas orações serão direcionadas para as coisas que Deus aprova. De outro modo, podemos cair no problema descrito por Tiago (leia Tg 4:1-6). Moderação, amor, piedade, contentamento e missão são os alvos do cristão. O que apenas se limita ao físico é algo que devemos deixar em segundo plano, pois Deus promete cuidar de todas as nossas necessidades.

Nenhum comentário:
Postar um comentário